Most things never happen. Things that I fear. Things that I dream. Things that I love.
Sunday, November 30, 2014
Saturday, November 22, 2014
FÉRIAS!!!
Está feito! Não foi brilhante mas não foi mau, e quase de certeza que me dá acesso à especialidade dos meus sonhos. Os últimos 2 dias foram absolutamente estranhos e indescritíveis: passar de estudar 14 horas por dia para 0, de ter o dia todo ocupado para não ter nada que fazer é toda uma nova sensação. Para já vim a casa dizer aos meus pais que ainda estou viva e visitar a minha avó. Passei muito tempo ao telefone a pôr conversas em dia, e tenho muitos cafés e planos sociais programados para tentar compensar o tempo que estive enclausurada. Ah, e tenho de decidir para onde vou no próximo ano, mas isso é só um pequeno pormenor.
Para já, vai mais um episódio de uma série, que é uma e meia da manhã mas amanhã não tenho de estar a pé antes da hora do almoço!
Para já, vai mais um episódio de uma série, que é uma e meia da manhã mas amanhã não tenho de estar a pé antes da hora do almoço!
Sunday, November 16, 2014
Hoje foi o último dia em que estudei no sítio onde estive nos últimos 6 anos, já que nos próximos dias vou restringir a quantidade de "harrisonianos" com quem estou para minimizar o stress. Faltam 4 dias para o exame e apesar de tudo estou a conseguir manter-me calma durante a maior parte do tempo. Vamos ver como correm os próximos dias. Para já de uma coisa estou certa: estou a dar o meu melhor. Vamos ver se chega.
Saturday, October 25, 2014
Faz hoje meio ano. Os minutos parecem passar lentamente, mas os meses acumulam-se mais rápido do que eu esperava. Aconteceu tanta coisa desde então... Perdi a conta ao número de vezes que chorei de saudades. Perdi a conta ao número de vezes que me disseram que ele estaria orgulhoso de mim, e ao número de vezes que desejei não ter feito até ao fim o banco da véspera do dia 25 de Abril. Lembro-me muitas vezes dele. Do meu avô. A sorrir do seu lugar da mesa, a chamar pela minha avó: "Oh Lola!", a perguntar "E lá por Lisboa! Anda tudo bem?" e "Aquela filha do meu amigo, tua colega, anda bem?". Penso muitas vezes nele, e no quanto me ensinou, mesmo até ao fim. É por ele que penso duas vezes antes de dizer algo a alguém que vou estar algum tempo sem ver. É por ele que sorrio a cada velhote com quem me cruzo no Hospital, no metro e no café. E de cada vez que o faço penso nele e tenho saudades. Muitas saudades. Porque ele é que era para mim a definição de avô.
E espero, do fundo do coração, que antes de ir ele soubesse que era amado. Espero tê-lo dito vezes suficientes enquanto pude, e que antes de morrer me tenha perdoado o facto de não estar lá. Saudade.
Sunday, October 19, 2014
Nunca lidei muito bem com o facto de a vida ser injusta. Cresci a ouvir dizer que o trabalho compensava, que a vida era daqueles que se esforçavam e faziam o melhor que podiam pelos seus objectivos. Aqui estou eu, 24 anos, médica, sentada no chão da minha sala a chorar como uma criança a quem foi tirado um chupa-chupa ainda antes de ele me ser tirado. Falta um mês. A contagem decrescente começa amanhã, e eu não consigo mais. Não sei fazer melhor do que o que tenho feito, e claramente o que tenho feito não chega. Tento relativizar. Tento ficar feliz por quem está melhor do que eu. Mas não consigo. Na verdade só me apetece mandar toda a gente à merda, e gritar bem alto que era suposto o trabalho compensar, que era suposto as coisas correrem-me bem a mim, que estou a trabalhar há um ano, que tenho um objectivo traçado, que sei o que quero. Que me enganaram. É isso que sinto, que fui enganada. Que abdiquei de um ano da minha vida por uma promessa vã. Que me tornei uma pior pessoa por nada. Porque sim, tornei-me uma pior pessoa. E não posso fazer nada. Tenho de continuar a levantar-me cedo, estudar todo o dia e esperar que a noite chegue para poder ir dormir e esperar pelo dia seguinte, que há-de ser igual. Sabendo que não vai dar certo. Que não vai ser suficiente. E que vou ter de decidir o que fazer quanto a isso.
Wednesday, October 15, 2014
Dias maus.
Os dias dividem-se em dois tipos: os dias maus e os dias péssimos. Já não custa estudar. Já não custa passar o dia sentada numa biblioteca com um livro à frente, já é o normal. Deixei de me questionar 'o que vou fazer hoje?' há muito tempo, e quando acordo sei que o dia vai ser passado a estudar, a ler, a tentar decorar mais aquele pormenor. Já estou resignada, e na maior parte dos dias sinto-me farta, mas não passa disso. Mas há dias péssimos. Dias em que nada parece correr bem, a página que não vira, as frases que são lidas vezes e vezes sem conta e continuam com um significado misterioso qualquer, as perguntas que têm 5 alíneas que parece que nunca vimos à frente e que afinal temos sublinhadas com marcador, caneta e com um ponto de exclamação ao lado. Há dias em que a nota alvo parece ainda mais longe do que o que estava há um ano atrás. Há dias em que o meu cérebro não consegue pensar em mais nada a não ser 'tu não vais conseguir. tu não vais conseguir e não vais querer passar por isto tudo outra vez e vais acabar a fazer algo de que não gostas PARA O RESTO DA TUA VIDA'. Há dias mesmo maus, e hoje foi um deles. E a minha vontade neste momento é enfiar-me na cama e chorar até o dia 20 de Novembro passar.
Sunday, September 28, 2014
Há que ser coerente.
Não acredito no destino, nos astros, nos signos, nos desígnios, numa entidade superior ou em qualquer outra coisa que não a capacidade que temos de decidir fazer isto ou aquilo, optar por A em vez de B. Mas adoro a balada astral do Miguel Araújo com a Inês Viterbo. Não acredito no amor para sempre, na expressão "o meu mais-que-tudo", "cara-metade" e tantas outras. Mas quero para mim o que os meus avós tiveram. Não acredito em amor à primeira vista, blind dates e outros que tal. Mas inscrevi-me no tinder.
A questão é: não sou coerente. Sei aquilo em que acredito, sei os valores que tenho, e sei que nem sempre ajo de acordo com eles. Quero ser cirurgiã (e trabalhar todos os dias a maior parte dos dias), mas quero ter 4 filhos e passar tempo de qualidade com eles. Não sou coerente. Tenho 24 anos e às vezes ainda me comporto como uma adolescente de 15. E ainda dizem que sou demasiado crescida para a idade que tenho...
A questão é: não sou coerente. Sei aquilo em que acredito, sei os valores que tenho, e sei que nem sempre ajo de acordo com eles. Quero ser cirurgiã (e trabalhar todos os dias a maior parte dos dias), mas quero ter 4 filhos e passar tempo de qualidade com eles. Não sou coerente. Tenho 24 anos e às vezes ainda me comporto como uma adolescente de 15. E ainda dizem que sou demasiado crescida para a idade que tenho...
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