Most things never happen. Things that I fear. Things that I dream. Things that I love.
Wednesday, May 8, 2013
Aceitam-se sugestões
Há nova companhia lá para casa. Aceitam-se sugestões para nomes.
Para já estão em (grande) discussão os seguintes:
- Alheira
- Truflas
PS: de notar que os nomes das minhas cadelas são coisas muito invulgares. Uma é 'Um', outra 'Dois e outra 'Castanhiça'.
Tuesday, May 7, 2013
Saturday, May 4, 2013
As saudades
Passou pouco mais de meio ano desde que vim de São Tomé e estou cheia de saudades.
Saudades de tardes de domingo passadas assim, a dar um mergulho em cada praia por onde passávamos.
Saudades das macacadas das crianças com quem nos cruzávamos (e até das suas vozinhas a gritar 'Dôxi! Dôxi! Dôxi!'.
Saudades das praias, do sol e do calor.
Saudades dos golfinhos.
Saudades das cascatas, cada uma mais bonita do que a outra!
Saudades de regatear no mercado 3 pimpinelas e 5 malaguetas
(mas não tenho saudades do cheiro do mercado).
Saudades das nossas senhoras da fruta, onde passávamos todos os dias depois do trabalho.
Saudades da fruta maravilhosa ao mata-bixo, maracujás absolutamente perfeitos e mangustão, a melhor fruta do mundo que nunca mais voltei a comer.
Saudades da banana frita, o acompanhamento perfeito para tudo!
Saudades daquela que foi a minha casa por cinco semanas.
Saudades até do 'transporte colectivo' do hospital, onde cabia sempre mais uma pessoa.
Saudades das peculiaridades do Hospital (isto é o vestiário do bloco operatório da Ginecologia - não, não é uma parte do vestiário, a foto mostra mesmo tudo)
Hoje acordei com saudades e com vontade de voltar. Tenho saudades das paisagens e dos sabores e dos sentires daquela terra. Tenho saudades das pessoas que lá conheci. Imensas saudades do Yu e de lhe fazer cafunés e rir das suas palermeiras. Hoje se pudesse apanhava um avião e voltava lá, só para matar saudades.
Wednesday, May 1, 2013
Não imaginam a quantidade de vezes que comecei a escrever isto nas últimas semanas, para depois apagar e dizer: 'escrevo depois'.
Decidi que este é o meu último ano em Lisboa. A minha faculdade dá-me a oportunidade de ir fazer a grande maioria dos estágios em casa, por isso em Novembro volto para a 'terrinha'.
Tenho andado bastante preocupada com essa decisão, tenho medo de me sentir sozinha, de não me adaptar ao Hospital, de não saber voltar para casa dos pais. Mas acima de tudo tenho medo de 'perder' a ligação aos meus amigos de Lisboa - afinal, o sexto ano é um ano de estudo intensivo e não vai ser a mesma coisa estar à distância de um telefonema.
Apesar disso sei que esta é a decisão acertada: vou ter imenso para estudar, vou andar com humor daqueles que só os meus pais aturam (que remédio têm eles), e vai ser bom ter a comida feita, a roupa lavada e não estar rodeada de pessoas em stress, constantemente a perguntar que capítulos já li, qual é o meu esquema de cores e se estou a resolver perguntas no fim do capítulo ou não. E não vou estar sozinha: alguns amigos meus ficaram a estudar por lá e outros acabam agora o curso e devem voltar para casa.
Mas se sei isto tudo, se sei os pontos positivos e os negativos de ir e de ficar, se já os pesei e sei que o melhor é ir, porque é que fico taquicárdica de cada vez que penso nisso?
Decidi que este é o meu último ano em Lisboa. A minha faculdade dá-me a oportunidade de ir fazer a grande maioria dos estágios em casa, por isso em Novembro volto para a 'terrinha'.
Tenho andado bastante preocupada com essa decisão, tenho medo de me sentir sozinha, de não me adaptar ao Hospital, de não saber voltar para casa dos pais. Mas acima de tudo tenho medo de 'perder' a ligação aos meus amigos de Lisboa - afinal, o sexto ano é um ano de estudo intensivo e não vai ser a mesma coisa estar à distância de um telefonema.
Apesar disso sei que esta é a decisão acertada: vou ter imenso para estudar, vou andar com humor daqueles que só os meus pais aturam (que remédio têm eles), e vai ser bom ter a comida feita, a roupa lavada e não estar rodeada de pessoas em stress, constantemente a perguntar que capítulos já li, qual é o meu esquema de cores e se estou a resolver perguntas no fim do capítulo ou não. E não vou estar sozinha: alguns amigos meus ficaram a estudar por lá e outros acabam agora o curso e devem voltar para casa.
Mas se sei isto tudo, se sei os pontos positivos e os negativos de ir e de ficar, se já os pesei e sei que o melhor é ir, porque é que fico taquicárdica de cada vez que penso nisso?
Monday, April 22, 2013
Há tempos um amigo meu disse-me que ouviu uma colega minha com quem eu estava a fazer um trabalho de grupo a dizer que eu era muito exigente, talvez exigente de mais para aquilo que o trabalho valia. Não vou mentir, sou exigente. Mas não sou mais exigente com os outros do que o que sou comigo mesma. Sempre fui assim. No ciclo toda a gente queria trabalhar comigo para ter boa nota, até perceberem que comigo tinham de trabalhar e que eu não fazia o trabalho por ninguém. No secundário a minha turma era melhorzinha, os grupos de matemática eram feitos pela professora pelas notas do teste anterior, e para os outros grupos juntávamo-nos sempre meia-dúzia com mais ou menos os mesmo objectivos, pelo que as coisas corriam bem. A única excepção foi um trabalho facultativo de biologia, em que o professor fez os grupos. Um dos elementos do meu grupo não apareceu em reunião nenhuma, o que fez com que decidíssemos não pôr o nome dele no trabalho. Não foi sugestão minha, mas eu concordei. Toda a turma ficou chocada, mas eu continuo a achar que foi a decisão correcta: o trabalho era facultativo, tínhamos todos 17 anos e só andava ali quem queria. Ele não foi prejudicado, só não foi beneficiado. Desde essa altura que não gosto de trabalhos de grupo.
A faculdade veio aumentar esse sentimento. Já apanhei de tudo: pessoas que não sabem nem querem saber, pessoas que até querem saber mas não sabem nada, pessoas que sabem e querem saber. Alguns correram bem, outros correram menos bem. Trabalhei algumas vezes pelos outros. Até que me fartei e decidi que não o ia fazer mais: saímos todos médicos e eu não tenho obrigação de fazer mais do que os outros. A verdade é que há semestres em que é difícil gerir o tempo, entre o que se gasta em aulas, no estudo, e nos trabalhinhos de grupo, as 24 horas do dia parecem não chegar, e ainda há que juntar a isso alguma vida pessoal. Apesar de tudo a faculdade é a minha prioridade, e o tempo para a vida pessoal é o que sobra quando o resto está feito. Nem toda a gente pensa assim, e isso custa-me a perceber, porque para mim há um princípio básico: a vida pessoal das outras pessoas tem o mesmo valor do que a minha.
A faculdade veio aumentar esse sentimento. Já apanhei de tudo: pessoas que não sabem nem querem saber, pessoas que até querem saber mas não sabem nada, pessoas que sabem e querem saber. Alguns correram bem, outros correram menos bem. Trabalhei algumas vezes pelos outros. Até que me fartei e decidi que não o ia fazer mais: saímos todos médicos e eu não tenho obrigação de fazer mais do que os outros. A verdade é que há semestres em que é difícil gerir o tempo, entre o que se gasta em aulas, no estudo, e nos trabalhinhos de grupo, as 24 horas do dia parecem não chegar, e ainda há que juntar a isso alguma vida pessoal. Apesar de tudo a faculdade é a minha prioridade, e o tempo para a vida pessoal é o que sobra quando o resto está feito. Nem toda a gente pensa assim, e isso custa-me a perceber, porque para mim há um princípio básico: a vida pessoal das outras pessoas tem o mesmo valor do que a minha.
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