Está arrumada a primeira época de exames. O saldo é positivo, com todas as cadeiras feitas, embora tenha decidido ir melhorar Pediatria. A sensação é a de finalmente poder respirar. O pior já passou. O pior semestre do curso está feito (e razoavelmente bem feito), o peso já me saiu das costas e já posso renascer para o mundo. Deixei demasiadas coisas em águas de bacalhau, como sempre, e agora chegou a altura de as retomar (embora na próxima semana ainda conciliando com algum estudo).
Para já os planos passam por estudar umas horinhas e mais logo ir jantar fora e festejar o facto de ter ficado tudo feito. Parece-me um plano perfeito.
Most things never happen. Things that I fear. Things that I dream. Things that I love.
Thursday, February 7, 2013
Friday, February 1, 2013
Não me preocupo demasiado com as notas. Claro que, como toda a gente, gosto de ver uma boa nota à frente do meu nome na pauta, mas não me preocupo muito com isso. (Até porque aquilo para que contam mais é para a escolha do sítio onde vou ficar no primeiro ano depois de acabar o curso, e eu sei que não quero Lisboa nem Porto.) No entanto, há algumas notas em particular com as quais eu me importo.
Importo-me com as notas das aulas práticas, aquelas em que estou em contacto com doente, principalmente se forem dadas por professores que me parecem bons médicos e que têm uma postura face aos doentes de que eu goste.
Importo-me com as notas dos exames que eu acho que se relacionam com o conhecimento prático que eu tenho da disciplina (aqueles exames em que perguntam coisas que eu sei que devia saber e que me vão ser úteis no futuro).
Importo-me com as notas das cadeiras que eu acho que têm de fazer parte do conhecimento de qualquer médico: Medicina Interna, Cirurgia Geral, Ginecologia/Obstetrícia e Pediatria. (Não quero com isto dizer que as outras não são importantes, só que acho que um bom médico tem de ter uma boa base destas 4 cadeiras)
Por isso, hoje estou chateada. A nota de Pediatria não foi nada do que eu queria, e a culpa não foi de ninguém se não minha. Desleixei-me. Deixei-me levar pela preguiça e estive quase 3 dias sem fazer nada de jeito, o que resultou numa mota menos boa. E por isso estou chateada. E tenho o direito a estar assim, porque não tenho de estar sempre bem, mesmo que alguém precise que eu o esteja.
Se hoje (e sempre) passarem por mim e eu estiver de mau humor, escusam de mo dizer. Eu sei que estou de mau humor. Estou de mau humor por alguma razão, e como não tenho nenhum problema psiquiátrico, se vocês de apercebem que eu estou de mau humor eu também me apercebo disso. E estarem constantemente a relembrarem-me disso não me vai pôr de bom humor. Muito pelo contrário.
Monday, January 28, 2013
Irritam-me as pessoas que me enchem o mural do Facebook com imagens a desejar boa semana, boa segunda-feira, boa terça-feira, boa quarta-feira, .... , que põem lemas de vida fantásticos do tipo ' a vida às vezes parece cinzenta mas se olhares bem é um tom de rosa diferente' e coisas do género, que sentem a necessidade de pôr 3 'smiles' e 5 asteriscos por cada palavra que escrevem num comentário. Porque parece forçado. Porque é forçado, que ninguém consegue ser assim tão positivo a toda a hora (muito menos em época de exames).
E eu sei que dá para bloquear a pessoa, e que dá até para não a bloquear e dizer só para aqueles arco-íris e unicórnios e corações não me aparecerem no mural, mas de cada vez que vou para fazer isso sinto-me mal comigo mesma.
E eu sei que dá para bloquear a pessoa, e que dá até para não a bloquear e dizer só para aqueles arco-íris e unicórnios e corações não me aparecerem no mural, mas de cada vez que vou para fazer isso sinto-me mal comigo mesma.
Sunday, January 27, 2013
Wednesday, January 23, 2013
Pediatria.
Amanhã é dia de oral de Pediatria II. Como nunca tinha falado sobre o assunto (e de certeza que vocês estão interessadíssimos!), eis o que eu acho desta área da Medicina.
Pontos positivos:
- Os miúdos. Gosto de crianças. Gosto mesmo, sou daquele género de pessoas irritantes que quando vêem um miúdo começam logo a rir-se e a ver quanto tempo demora até que o miúdo se ria também. Eu sei, eu sei, há alturas em que me querem matar por causa disso (Olá PS!), mas não há nada a fazer.
- Eles nunca estão de mau humor, a não ser que estejam mesmo muito doentes. O que não se verifica com os adultos, que reclamam por tudo e por nada.
- As histórias que acontecem na consulta. Como daquela vez em que uma miúda de 2 anos e pouco, depois de eu fazer o exame objectivo começa a dizer: 'Papá a Nônô tem xixi! Papá a Nônô tem xixi!' E acaba a sair do gabinete a correr.
- Os diagnósticos diferenciais são muito estimulantes. Os miúdos não dizem nada de jeito, não se queixam como deve ser, o que quer dizer que muito depende do exame objectivo.
- Eles recuperam rápido. E com um bocado de sorte ainda vêm a correr agradecer e dar um beijinho antes de se irem embora. (Sim, já me aconteceu)
Pontos negativos:
- Os pais. A sério, há cada um....
- O ranho. 80% ou mais da pediatria é ranho. Eu não gosto de ranho. Mesmo. Gosto de cocó. Ranho? Não é comigo.
- Os ADOLESCENTES. São impossíveis. Não sei lidar com eles. Não sei mesmo. Não sabia na altura em que eu própria era adolescente e não sei agora, em que eles olham para mim com ar de nojo.
- As varicelas, os sarampos, as rubéolas e roséolas e tudo aquilo que meta pintas. Acho que isto é uma associação mental qualquer que eu faço com a histologia, em que também eram bolinhas cor-de-rosa, mas gosto menos de pintas do que de ranho. (E eu odeio ranho)
E acho que é basicamente isso. Por isso já sabem, conhecerem algum adolescente com ranho e pintas, por favor não o levem às urgências amanhã de manhã.* Se tiverem um miúdo com uma dor de barriga ou uma diarreia, be my guest. Eu estarei lá para o receber.
*Como é óbvio eu estou a brincar.
Pontos positivos:
- Os miúdos. Gosto de crianças. Gosto mesmo, sou daquele género de pessoas irritantes que quando vêem um miúdo começam logo a rir-se e a ver quanto tempo demora até que o miúdo se ria também. Eu sei, eu sei, há alturas em que me querem matar por causa disso (Olá PS!), mas não há nada a fazer.
- Eles nunca estão de mau humor, a não ser que estejam mesmo muito doentes. O que não se verifica com os adultos, que reclamam por tudo e por nada.
- As histórias que acontecem na consulta. Como daquela vez em que uma miúda de 2 anos e pouco, depois de eu fazer o exame objectivo começa a dizer: 'Papá a Nônô tem xixi! Papá a Nônô tem xixi!' E acaba a sair do gabinete a correr.
- Os diagnósticos diferenciais são muito estimulantes. Os miúdos não dizem nada de jeito, não se queixam como deve ser, o que quer dizer que muito depende do exame objectivo.
- Eles recuperam rápido. E com um bocado de sorte ainda vêm a correr agradecer e dar um beijinho antes de se irem embora. (Sim, já me aconteceu)
Pontos negativos:
- Os pais. A sério, há cada um....
- O ranho. 80% ou mais da pediatria é ranho. Eu não gosto de ranho. Mesmo. Gosto de cocó. Ranho? Não é comigo.
- Os ADOLESCENTES. São impossíveis. Não sei lidar com eles. Não sei mesmo. Não sabia na altura em que eu própria era adolescente e não sei agora, em que eles olham para mim com ar de nojo.
- As varicelas, os sarampos, as rubéolas e roséolas e tudo aquilo que meta pintas. Acho que isto é uma associação mental qualquer que eu faço com a histologia, em que também eram bolinhas cor-de-rosa, mas gosto menos de pintas do que de ranho. (E eu odeio ranho)
E acho que é basicamente isso. Por isso já sabem, conhecerem algum adolescente com ranho e pintas, por favor não o levem às urgências amanhã de manhã.* Se tiverem um miúdo com uma dor de barriga ou uma diarreia, be my guest. Eu estarei lá para o receber.
*Como é óbvio eu estou a brincar.
Tuesday, January 22, 2013
Wednesday, January 16, 2013
Post de auto-motivação.
Amanhã é dia de mais um monstro. Um três em um para muitos implacável. Mas não para ti. Estudaste e preparaste-te o mais que conseguiste para esses exames. Até sabes umas coisas. E vai correr bem. Chega de autocomiseração. Vira-te para o lado e dorme, que daqui a 12 horas isto já passou tudo, os exames estão feitos, sem teres mais nenhuma oral para acrescentares ao teu calendário de exames. Ouve lá as musiquinhas de que precisas para te motivar e pronto. Vai correr bem. Vai correr bem. Vai correr bem.
(uma vez por cada exame que tenho amanhã. Estou a fazer destes exames um monstro de 7 cabeças, quando na realidade eles só têm 3.)
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