Most things never happen. Things that I fear. Things that I dream. Things that I love.
Tuesday, March 27, 2012
O problema dos aniversários
é que nos relembram que não somos nada do que achávamos que íamos ser quando tivéssemos a idade que agora temos.
Sunday, March 25, 2012
Saturday, March 24, 2012
Na última semana nunca me deitei depois da meia-noite e não dormi nunca menos do que 7 horas. Por duas ou três vezes acordei perto das cinco da manhã, completamente desperta, mas acabei por voltar a adormecer até à hora habitual.
Uma pessoa normal pensaria: Yay! Aumentei o meu número médio de horas de sono!
Um estudante de Medicina pensa: Aumento do número de horas de sono com insónia terminal? Será que estou com uma depressão?
Viver na mente de um estudante de Medicina é lixado.
Uma pessoa normal pensaria: Yay! Aumentei o meu número médio de horas de sono!
Um estudante de Medicina pensa: Aumento do número de horas de sono com insónia terminal? Será que estou com uma depressão?
Viver na mente de um estudante de Medicina é lixado.
Friday, March 23, 2012
Wednesday, March 21, 2012
Plano para os dias de Medicina I:
ouvir esta música em volume máximo e em repeat mode até estar com bom humor suficiente para aguentar quatro horas de sofrimento. Até agora está-se a mostrar um método mais ou menos eficaz quando usado em conjunto com o desejar que chegue o meio-dia e meia de quarta-feira.
Tuesday, March 20, 2012
Cresci de porta aberta para a rua, a gritar "MÃÃÃE, VOU À JOANA!" enquanto corria porta fora para entrar na casa ao lado, também esta de porta aberta. Cresci sentada com os meus vizinhos nas escadas da entrada de minha casa nas noites quentes de Verão, primeiro com bonecas, depois com cartas e no fim já só mesmo com dois dedos de conversa. Cresci a respeitar os meus vizinhos da esquerda e a brincar com os meus vizinhos da direita. Nas férias grandes organizávamos um espectáculo com todas as crianças da rua e imprimíamos bilhetes de entrada e cantávamos e dançávamos. Lembro-me de uma vez em que escolhemos a música Tia Anica e com o dinheiro que ganhámos fomos no dia seguinte comprar um croissant de chocolate à pastelaria do bairro. Resultado do nosso trabalho.
Com 16 anos mudei de casa, para o meio do monte, um sítio com árvores e pássaros e esquilos e javalis, em que a casa mais próxima está a quase trezentos metros. Todas as semanas a minha vizinha percorre esses trezentos metros a pé para nos vir trazer um pão caseiro, que comemos muitas vezes ainda quente com manteiga. De vez em quando damos-lhe boleia para a cidade, pede-nos ovos porque os deixou acabar, passamos por lá para ajudar em qualquer coisa. Sabe que pode contar connosco.
Há quase quatro anos mudei-me para um apartamento em Lisboa. Tinha à minha esquerda uma família com dois miúdos, para aí com 4 e 10 anos, e à minha direita um casal idoso, a quem dizia "Bom dia!" no elevador. Não conhecia os outros moradores do prédio, mas encontrei muitos no elevador que nem ao "Bom dia!" responderam. Antes de mudar de apartamento, fiz bolachas de nata que pus em dois potes de vidro grandes com uma fitinha de tecido e fui levá-los aos meus vizinhos. É o que se faz no sítio de onde eu venho. A vizinha da esquerda agradeceu. A da direita não me abriu a porta.
Andamos todos ocupados. Corremos de um lado para o outro, lemos e mandamos mensagens nos elevadores, fechamo-nos na nossa casinha e não temos tempo para dizer "Bom dia!". Ou não arranjamos tempo para isso.
Hoje de manhã cruzei-me com o meu antigo vizinho da direita. Andava a passear o cão aqui na rua, e quando o cão me viu desatou a correr e pôs-se de barriga para o ar para eu lhe fazer uma festa, como quando os encontrava no elevador. Fi-lo e disse "Bom dia!". O meu antigo vizinho olhou para mim e disse: "Costumava morar ao meu lado, não era? Era a menina que cumprimentava sempre! Bom dia, menina, bom dia!". ´
Como é que a boa educação pode ser a excepção e não a regra?!
Com 16 anos mudei de casa, para o meio do monte, um sítio com árvores e pássaros e esquilos e javalis, em que a casa mais próxima está a quase trezentos metros. Todas as semanas a minha vizinha percorre esses trezentos metros a pé para nos vir trazer um pão caseiro, que comemos muitas vezes ainda quente com manteiga. De vez em quando damos-lhe boleia para a cidade, pede-nos ovos porque os deixou acabar, passamos por lá para ajudar em qualquer coisa. Sabe que pode contar connosco.
Há quase quatro anos mudei-me para um apartamento em Lisboa. Tinha à minha esquerda uma família com dois miúdos, para aí com 4 e 10 anos, e à minha direita um casal idoso, a quem dizia "Bom dia!" no elevador. Não conhecia os outros moradores do prédio, mas encontrei muitos no elevador que nem ao "Bom dia!" responderam. Antes de mudar de apartamento, fiz bolachas de nata que pus em dois potes de vidro grandes com uma fitinha de tecido e fui levá-los aos meus vizinhos. É o que se faz no sítio de onde eu venho. A vizinha da esquerda agradeceu. A da direita não me abriu a porta.
Andamos todos ocupados. Corremos de um lado para o outro, lemos e mandamos mensagens nos elevadores, fechamo-nos na nossa casinha e não temos tempo para dizer "Bom dia!". Ou não arranjamos tempo para isso.
Hoje de manhã cruzei-me com o meu antigo vizinho da direita. Andava a passear o cão aqui na rua, e quando o cão me viu desatou a correr e pôs-se de barriga para o ar para eu lhe fazer uma festa, como quando os encontrava no elevador. Fi-lo e disse "Bom dia!". O meu antigo vizinho olhou para mim e disse: "Costumava morar ao meu lado, não era? Era a menina que cumprimentava sempre! Bom dia, menina, bom dia!". ´
Como é que a boa educação pode ser a excepção e não a regra?!
Saturday, March 17, 2012
Principal problema de vir a casa:
Estar a fazer dieta, chegar da biblioteca à uma da tarde e ter: 3 douradinhos de frango, um prato de rancho, sumo de laranja acabado de fazer e um bolo.
Eu sei que a empregada de cá de casa tem saudades minhas, mas assim as férias da Páscoa não vão correr bem!..
Eu sei que a empregada de cá de casa tem saudades minhas, mas assim as férias da Páscoa não vão correr bem!..
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