Saturday, October 23, 2010

'Hoje vou ser feliz'


Apesar de estar à frente do nariz de toda a gente, a grande maioria dos meus amigos não sabe que tenho um blog, o que me dá muito mais liberdade naquilo que escrevo. Não quer isto dizer que se mais pessoas soubessem da existência do blog os posts seriam diferentes, até porque eu tenho com as pessoas em geral a mesma postura que tenho com os meus pais (e que algumas pessoas não compreendem) que é 'Não minto, quando perguntam respondo, mas unicamente àquilo que me é perguntado'. É uma óptima postura: sou honesta e os limites do que as pessoas sabem sobre mim é imposto por elas próprias, o que é bom se pensarmos que há coisas que as pessoas (inclusivé os meus pais) preferem não saber. Mas tudo isto para dizer que há dois ou três dias o assunto blog apareceu numa conversa e um amigo pediu-me o endereço (que eu não dei, mas que sei à partida que se ele quiser arranja - basta ir ao facebook). Automaticamente pus-me a pensar se haveria alguma coisa no blog que eu me importasse que ele lesse, até porque não o conheço assim há tanto tempo e por razões que não compreendo muito bem a opinião dele é importante. Resolvi dar uma vista de olhos ao que escrevi nos últimos dois meses e pouco e apercebi-me de algo fabuloso: a grande maioria das vezes escrevo sobre algo bom. E o engraçado é que, mesmo só com dois meses e meio de blog, tenho mais posts que me fazem sorrir aqui do que em sete meses do "I'm happy" - she said e em dois anos do dreaming in sepia. E isso também me faz sorrir. Ao que parece, acordar de manhã cedo e dizer 'Hoje vou ser feliz' resulta. Porque a verdade é que se quisermos ser felizes, somos.

Thursday, October 21, 2010

Acho que alguns dos meus amigos acham que estou a ficar maluca, que ando uma baldas e sei lá eu o quê mais. A verdade é que me sinto bem. Sinto-me tal e qual como me sentia no 12º ano, capaz de fazer tudo e ser feliz enquanto o faço. Tenho a faculdade, as melhorias, o sueco, o ginásio, a família, os amigos, as séries, as conversas de rir até não poder mais e muitas, muitas mais coisas. E sei que consigo conciliar tudo. Este Verão percebi que não sou um rato de biblioteca. Que as coisas não correm bem quando só me dedico ao estudo porque não sou feliz, e quando não sou feliz bem posso marrar que não fixo nada. Por isso este ano está a ser diferente. Estou a dedicar mais tempo às coisas que me fazem feliz. Estou a conversar, estou a ler, estou a mandar gargalhadas que quase furam tímpanos e quase fazem a minha bexiga esvaziar-se automaticamente, estou a aprender a jogar matrecos, e estou a estudar qb. Mas sei que é o quanto basta. E sei que se não andasse a fazer isto tudo até podia estar a estudar o triplo mas provavelmente estava a ficar metade. Porque agora estou feliz e capaz de lidar e enfrentar as adversidades da vida (que continuam a surgir, não se deixem enganar).
E agora vou estudar um bocado para depois mostrar com toda a minha garganta e os meus pulmões que sou estudante da Faculdade de Medicina de Lisboa e que tenho grande orgulho nisso. Porque tenho. E porque também isso me faz feliz.

Wednesday, October 20, 2010

"Não faças hoje o que podes deixar para amanhã"

Será que era assim a frase?...

L'esprit de l'escalier

O sentimento com que se fica depois de se acabar uma conversa, quando se pensa em todas as coisas que deviam ter sido ditas.

Monday, October 18, 2010

Sobre a velhice



Diz a JS no seu cantinho que está a ficar velha e com rugas. Por cá as rugas ainda não se manifestaram, mas o cabelo cai-me que nem folhas de Outono numa enorme tempestade. Vamos lá ver se o tratamento faz alguma coisa. Se até às férias de Natal isto não melhorar podem ter a certeza que na passagem de ano o meu cabelo volta aos 2 cm.

Conversas no Metro


Às vezes quando vou sozinha no metro ouço a conversa das pessoas que vão ao meu lado. Hoje eram duas raparigas, de 16 ou 17 anos, que se queixavam do facto de estarem sozinhas. A dada altura uma delas diz: 'Eu não peço muito. Eu só queria um Seth Cohen ou um Luke ou um Ted' e a outra responde 'Ou um Ross ou um McDreamy ou um Dan*. É pedir muito?'. Estive vai não vai para dizer 'O problema da nossa geração é que criou grandes expectativas para os homens por causa das séries', mas não disse. Deixai-as sonhar mais um pouco :b


*- Não faço ideia quem é este Dan. Mas ela referiu-o...

Sunday, October 17, 2010


É incrível como meia dúzia de minutos podem alterar a ideia que algumas pessoas têm de nós.