Thursday, October 7, 2010

Está a chover torrencialmente.

Cheguei a casa com o meu vestido pseudo-formal café com leite completamente encharcado. E com um sorriso na cara. Por tudo. Adorei o dia. Adorei a semana. Adoro. E hoje acordei às 6 e meia da manhã e fiquei dez minutos a olhar lá para fora. E cheira-me que amanhã vou fazer o mesmo. Pura e simplesmente porque gosto e porque me faz feliz. Não, não arranjei nenhum namorado. Não, não passei a nenhum exame que estava complicado. Não, não aconteceu nada de muito extraordinário. Acho apenas que aprendi finalmente a viver a vida.

Sei que nada disto faz sentido, mas sabem duma coisa? Não tem de fazer.

Tuesday, October 5, 2010

Não sabia que era possível


(tirada daqui)

acumular tanta tralha em dois anos. O quarto novo já tem tudo o que é necessário (menos uma mesa de cabeceira e candeeiros) e ainda aqui tenho um saco para despejar e um montão de coisas no quarto antigo. Fosse eu inteligente e deitava metade fora e arrumava a outra metade de qualquer maneira. Mas não! Ando com a mania que quero ser organizada e então demoro horas a arrumar meia dúzia de coisas. Mas no fim vou ficar contente por o ter feito. Até porque olho à volta e já me sinto em casa.

Tuesday, September 28, 2010

Nabice ou honestidade pura?

Na semana passada, no dia em que fui à Praxe, não via um caloiro que me tinha dito que lá ia estar. Peguei no telemóvel e mandei-lhe uma mensagem a perguntar o que se tinha passado. 'Adormeci'. Ri-me e fiquei à espera que o caloiro chegasse para ver qual era a desculpa que ele ia dar. Demorou quase 20 minutos e quando chegou dirigiu-se à Doutora com mais matrículas, apresentou-se como deve ser e pediu desculpa pelo atraso. Claro que lhe foi perguntado o porquê do atraso. Respondeu o mesmo que me tinha respondido. Nessa altura afastei-me, mas sei que provavelmente reclamaram um bocado com ele, nada de muito especial. Quando, já depois da Praxe, passei por ele, estivemos um bocado na conversa e aproveitei para lhe perguntar porque não tinha inventado uma desculpa qualquer. 'Prefiro pagar por uma verdade do que ser poupado por uma mentira' (Talvez não tenha sido exactamente isto, mas o significado era. Caloiros têm meio neurónio, não dá para algo tão profundo)
Hoje à entrada na Faculdade vejo um dos caloiros que tinha praxado na semana passada a vir na minha direcção. Cumprimentei-o, perguntei como estavam a correr as coisas e como estavam as formigas. As formigas são, literalmente, formigas e fazem parte de uma história longa que posso resumir em meia dúzia de frases: Na primeira semana de Praxe, por uma razão qualquer, fiquei uma tarde inteira com este caloiro. Ensinei-lhe músicas, fez uns quantos jogos com outros caloiros, foi engraçado. Quando nos juntámos ao grupo, por alguma razão, alguém lhe perguntou o meu nome e ele não sabia; teve de sofrer. Entre outras coisas, andou a apanhar formigas para uma garrafa de água, formigas essas que tinham de sobreviver até dia 27. Morreram passados poucos dias. Disse então ao caloiro que até 6a tinha de apanhar de novo e que depois as queria ver. E lá estava ele hoje. Estava a dizer que estava a ficar muito fixe e bla bla bla whiskas saquetas quando eu lhe perguntei quando as tinha ido apanhar. 'Foi no sábado. Eu sei que devia ter ido até sexta, mas...' Não consegui não me rir.

E ainda não consegui perceber se é burrice deles ou se é mesmo honestidade pura.

Monday, September 27, 2010

Já tinha saudades

de tudo. Do café pingado pedido na D. Vanessa, sempre acompanhado de uma piadinha qualquer, das conversas antes de entrar nas aulas, dos 'Olá-tudo-bem-?' atirados a uns e a outros nos corredores do hospital, das filas intermináveis da cantina e de tantas outras coisas.
Não tinha saudades de chegar a uma aula e não perceber nada, mas é para ver se aprendo a escolher optativas de jeito.

Thursday, September 23, 2010

Conselho de amiga:

quando houver uma festa qualquer no ISCTE e vocês tiverem imensa vontade de fazer xixi* façam uma de duas coisas:
1- Aguentem até a vossa bexiga rebentar
2- Peguem numa garrafinha de água e encham-na


Nunca, mas NUNCA, entrem numa casa-de-banho. Depois não digam que eu não vos avisei.

* - gozem lá comigo por eu dizer fazer xixi. Desculpem se não gosto da palavra mijar e se não tenho o hábito de dizer urinar no meu dia-a-dia.

Wednesday, September 22, 2010

Cromices e Gerações

Imaginem a seguinte situação: A Inês sai de casa trajada às nove da manhã. No dia anterior tinha estado seis horas no Ikea, mais umas quantas a arrumar as coisas que comprou no Ikea, tinha tido 2 horas de sueco e nessa noite não tinha dormido grande coisa. A Inês chega à Faculdade pouco antes das dez e vai encomendar as desgravadas de todas as disciplinas do semestre (e paga por elas quase 70 euros, mas isso é outro assunto) . A praxe começa às dez e pouco. Com alguns percalços pelo meio, que não matam mas moem, duas vitórias em duas desgarradas, uma com Psicologia e outra com Biomédica, e depois de recusar eu sei lá quantos finos (porque não gosta de cerveja e se não gosta, não bebe), decide abandonar a praxe e ir buscar as desgravadas. Vai para a aula de sueco cansada e preocupada com alguns acontecimentos do dia e sai estourada. Cá fora espera por um telefonema que tarda em chegar e que quando chega não podia vir na pior altura. Então vê um caloiro que lhe pergunta "Então, Inês, vamos para o Arraial da FCUL?".

1- Quão croma é a Inês por ir buscar apontamentos antes das aulas começarem e quase meio ano antes dos exames?
2- Quão croma é a Inês por não ter ido ao Arraial da FCUL?
3- Quão croma se sente a Inês quando percebe que o caloiro pode estar a perguntar a si mesmo as duas perguntas anteriores?

Não fosse os caloiros só terem um neurónio e eu estaria preocupada.



Sem relação nenhuma com o acontecimento anterior faço a seguinte pergunta:

O que raio é que aconteceu à geração de 90?